Que bela
imagem: o horizonte com o pôr-do-sol !
Fazia-me
lembrar a estrada da Lagoa, aquela que vai para o Meco.
Tínhamos
de escrever um texto sobre a mesma.
Escrevi,
apaguei, rasurei. Nada me vinha à cabeça. O som do papel a rasgar já me estava a
irritar.
Respirei
fundo e algo veio de repente: duas palavras, “Beatriz Viegas”. Nada de novo.
A
janela estava aberta. Veio uma brisa de vento e a folha lá foi pelos ares.
Ainda a tentei apanhar, mas só deu para a afastar.
Sentei-me
a pensar onde estaria aquela folha de papel com duas palavras escritas.
Comecei
a pensar na folha a voar; na estrada da lagoa a aproximar-se. A folha pousou no
chão, um pouco rasgada, mas mais nada.
Outra
rajada de vento. O riacho ali ao fundo. Oh! não! A folha caiu ao rio. Molhada
ficou.
Um
pescador. Porque é que um pescador apanhou a minha folha de papel nessa estranha
estrada?
Meteu-a
no bolso e nunca mais a vi.
Talvez
a minha folha tenha mesmo ido parar à estrada verdejante que tanto a imagem me
fazia lembrar ou talvez fosse apenas a minha cabeça a relembrar-me de todas as vezes
que por lá passei quando era pequena.
Beatriz
Viegas, 8.º C

Muito interessante, Beatriz! Gostei muito! Como nos pode despertar curiosidade uma simples folha de papel… MF
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