sexta-feira, 18 de outubro de 2019

“A Estrada da Lagoa”










Que bela imagem: o horizonte com o pôr-do-sol !
Fazia-me lembrar a estrada da Lagoa, aquela que vai para o Meco.
Tínhamos de escrever um texto sobre a mesma.
Escrevi, apaguei, rasurei. Nada me vinha à cabeça. O som do papel a rasgar já me estava a irritar.
 Respirei fundo e algo veio de repente: duas palavras, “Beatriz Viegas”. Nada de novo.
 A janela estava aberta. Veio uma brisa de vento e a folha lá foi pelos ares. Ainda a tentei apanhar, mas só deu para a afastar.
 Sentei-me a pensar onde estaria aquela folha de papel com duas palavras escritas.
 Comecei a pensar na folha a voar; na estrada da lagoa a aproximar-se. A folha pousou no chão, um pouco rasgada, mas mais nada.
 Outra rajada de vento. O riacho ali ao fundo. Oh! não! A folha caiu ao rio. Molhada ficou.
 Um pescador. Porque é que um pescador apanhou a minha folha de papel nessa estranha estrada?
 Meteu-a no bolso e nunca mais a vi.
 Talvez a minha folha tenha mesmo ido parar à estrada verdejante que tanto a imagem me fazia lembrar ou talvez fosse apenas a minha cabeça a relembrar-me de todas as vezes que por lá passei quando era pequena.

Beatriz Viegas, 8.º C




1 comentário:

  1. Muito interessante, Beatriz! Gostei muito! Como nos pode despertar curiosidade uma simples folha de papel… MF

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