quarta-feira, 30 de outubro de 2019

“A Amazónia”

Redação de um texto narrativo a partir da imagem do blog - REESCRITA
 
No meio de uma grande floresta, no pulmão do Mundo, na Amazónia, existe apenas uma casinha, que é muito pequenina, mas bonita. É cor-de-rosa clara com uma porta pequena branca e as janelas iguais! As camas, as mesas, as cadeiras, os tachos, tudo era pequenino. Nesta, viviam quatro pessoas ou melhor quatro anões, a mãe, o pai e dois filhinhos.
       Esta família vivia isolada do Mundo. Não tinha vizinhos e muito menos amigos.
       A mãe era pequenina e gordinha. Ao contrário, o pai era magrinho e um pouco mais alto (mas não muito, porque era anão). Os dois filhos eram gémeos. O Rodrigo era igual ao pai e o Pedro parecido com a mãe.
       Todos adoravam viver ali, até que um dia o Pedro conversou com o seu pai:
       - Pai, porque é que somos os únicos a viver aqui?
       - Porque perguntas isso? - respondeu-lhe o pai.
       - Gostava de saber o que existe para além da Amazónia! - exclamou o Pedro.
       - Não precisamos! Temos o pôr-do-sol mais bonito do Mundo e somos muito felizes! - disse o pai.
        - Tens razão - exclamou o Pedro.
Durante o ano todo, os anões faziam um caminho por uma longa estrada, que acabava por ir dar a uma horta com muitos legumes e frutos.
Um dia, quando a mãe e o pai foram à horta, repararam que um dos lados da floresta Amazónia estava em chamas. E por isso voltaram a correr para casa.
       Assim que chegaram, chamaram os filhos, pegaram no mais importante e decidiram partir. Foi a decisão mais difícil que tomaram, porque tinham ido para a Amazónia por terem medo das pessoas que habitavam nas cidades.
       Chegaram à cidade três horas depois. Estava cheia de bombeiros e canais de televisão a dizer que a Amazónia estava a arder.
        O pai, a mãe e os filhos estavam todos a chorar porque tinham perdido tudo.     
         Não foram só eles. Os animais, as árvores morreram e muitas outras coisas importantes que apenas existiam lá.
          Com isto, uma parte do pulmão do Mundo morreu!

Joana Barral

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

O sonho


 
  Numa incrível final de tarde de verão, João e o seu grande amigo Diogo estavam preparados para começar uma nova etapa da sua vida e, principalmente, alcançar um dos seus grandes sonhos juntos: tornarem-se jogadores de futebol.
Nesse mesmo instante ,estavam os dois caminhando numa estrada um pouco deserta, mas excelente para partilhar com quem mais gostamos,acompanhado de uma natureza encantadora e um pôr-do-sol deslumbrante. Era a receita perfeita para correr tudo às mil maravilhas.
  Depois de algum tempo caminhando juntos , conseguiram pisar pela primeira vez um campo de futebol e,assim, concretizar juntos um grande sonho. Logo a seguir, tiveram a fantástica experiência de poder jogar futebol com vários colegas.
  -Adorei! E gostaria de voltar a repetir um dia! -afirmou João.
  -Eu também! -exclamou Diogo.
  Mais tarde,depois de um longo dia,os amigos chegaram a casa bastante cansados, porém, cheios de energia para contar a incrível experiência vivida aos pais.
  No dia seguinte ,quando João acordou ,foi logo pedir ao vizinho que lhe emprestasse a bola. Mal este acedeu ao pedido, nem pensou duas vezes e foi a correr chamar o Diogo para jogar e,assim, passaram dias com muita alegria e diversão, mas sempre com o sonho em mente. 

Tomás  Cardoso

Era um final de tarde perfeito

Era um final de tarde perfeito
com o ar do campo a sussurrar suavemente ...
e o sol brilhava como nunca!


Lá estava eu,
a olhar para o desconhecido
à frente de um caminho,
para além do que era permitido.
Eu não sabia, aonde me ia levar
ou se me iria matar.
O desafio podia não ser vencido,
mas ninguém me impediria de tentar.


O sol batia-me nos olhos,
mas não me incomodava,
até o considerava agradável
e o meu caminho iluminava.


Ali começava a minha jornada.
Se tinha medo?
Eu do medo nem me lembrava,
apenas me perguntava
aonde iria dar?
Será que o sol,
para sempre me iria acompanhar?


Podia ser difícil
e para alguns nem valia a pena tentar,
mas acreditem quando digo
que a minha vida foi mudar.


Muita gente conheci,
sitios novos visitei
e muito aprendi,
Foi uma revelação!
Quase nem acreditei
e até foi digno de uma canção.


Segui o trilho,
sem nunca me perder
fui dar ao sol,
mas nada consegui ver,
sentei-me numa nuvem
até adormecer!


No dia seguinte,
Deus veio falar.
Eu estava no céu...
Não podia ser verdade
e logo eu que tanto juízo tinha!
tinha de ter sido alguém,
alguém de pura maldade,
mas nada havia a fazer!
fiquei lá...
“lá” é este sitio,
onde permaneço sem reclamar
até ao fim da segunda vida,
aqui irei ficar!...

Joana Videira, 8ºC
 

"O livro"



Era uma vez um rapaz que estava perdido em seus pensamentos. 
Uma grande confusão... Pensamentos espalhados por todos os lados! Os nervos também não ajudavam. Ele sentia-se perdido. 
Um dia, encontrou um livro. Não era grande fã de livros, mas, como queria distrair-se, decidiu ler. 
A cada página que lia, os pensamentos iam-se afastando, o nervosismo desaparecia. Apenas ficava na mente a imaginação, uma história interminável cheia de aventuras, ação, drama... 
Abriu-se um caminho luminoso. Já não estava perdido. 
Ler pode ajudar-nos a encontrar vários caminhos na nossa vida, como a profissão de escritor; a abrir a mente para algo maior e não prejudicar a nossa vida.
 
Beatriz Baptista

"Uma rica aventura"



Artur era um menino curioso. Gostava muito de correr, jogar à bola e muito mais, mas o que gostava mesmo muito era passear pelo mato ao lado da casa da avó dele.
Certo dia, decide ir passear para o mato.

Preparou uma pequena mochila com roupa para levar para casa da avó.
Quando  chegou a casa dela, despejou tudo o que tinha  dentro da mochila para cima da cama e meteu lá um saco com comida para ele e para o cão da avó, que também o ia acompanhar.
O animal era muito velho, mas ainda tinha energia para correr. Chamava-se  Argus.
Quando Artur e Argus entraram na mata, depararam-se com uma pirâmide muito antiga cheia de ouro, mas, para isso, tinham de trepar até ao cimo da pirâmide para o  ir buscar.
Depois de algum tempo, Artur conseguiu alcançar o topo.
De lá,  a vistapara o pôr- do- sol era linda, pelo que decidiu tirar uma fotografia com o seu telemóvel.
Ao chegar a casa, apercebeu-se de que tinha deixado o saco com ouro no topo da pirâmide, mas, como já estava escuro... Ficou muito triste.
Depois de contar esta aventura à sua avó, ela ficou muito  feliz.
No dia seguinte, Artur voltou a casa da avó para  almoçar.

Quando chegou , estava Argus com o saco de ouro na boca.
Nesse momento, Artur ficou muito feliz e foi logo dar beijinhos ao Argus.

Tomás Rodrigues

“Um passeio muito longo”



Certo dia de primavera, eu e o meu vizinho Gilberto decidimos dar um passeio até ao pôr-do-sol.
Para chegarmos ao sítio, passámos por muitas paisagens, árvores, rios e estradas feitas de areia. O rio tinha uma cor muito clara que dava para ver os peixes e as pedras que existiam no fundo. As árvores tinham muita cor e estavam cheias de frutos.
 Quando chegámos, ficámos espantados com a vista que tínhamos à frente dos nossos olhos.
Era incrível! O pôr-do-sol tinha uma cor linda. Parecia que estávamos no paraíso. Ficámos tão felizes, que decidimos continuar.
De repente, o Gilberto disse, obcecado a olhar para aquela paisagem:
 -Eu, por mim, vinha viver para aqui. Isto é o paraíso!
-Podes crer. Isto é incrível! -respondi eu.
De seguida, começámos a ficar com fome e sede.
Decidimos parar.

Sentámo-nos na relva a olhar para aquela vista fantástica e magnífica, enquanto comíamos.
 Passados alguns minutos, decidimos ir embora. Não
queríamos parar de ver aquela paisagem, mas teve de ser.

Fomos embora e, quando chegámos, contámos tudo aos nossos pais.

Rodrigo Fonseca

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

A Alberta e o coche encalhado

 
  Há muito, muito, muito tempo, uma menina bastante bonita chamada Alberta, filha de duques e duquesas, andava sempre em viagens, porque a sua família não tinha falta de dinheiro.
  Certo dia, estava em viagem com destino a Londres.
  De repente, o seu coche parou e ela ficou muito assustada. Então, perguntou ao condutor do coche o que tinha acontecido. Descobriu que a roda do mesmo tinha ficado presa e decidiu continuar o caminho a pé até o condutor conseguir tirar a roda do buraco.
  Depois de algum tempo, encontrou um lugar muito bonito e decidiu parar por momentos.
  O lugar era lindo, com um pôr-do-sol maravilhoso.
  Algum tempo depois, a bela donzela adormeceu e, quando acordou, assustou-se. À sua frente, estava um belo plebeu que lhe perguntou porque é que ela estava ali. Explicou-lhe a situação.
  Depois de saber da sua história, perguntou se ela queria boleia e ela aceitou. 
  Passados alguns anos, os dois estavam casados a viver num belo palacete e já tinham duas filhas.
Leonor Pinto, 8.ºC 

O Caminho do Amor


Leonardo e Beatriz não começaram muito bem. No início, não iam muito com a cara um do outro , mas, depois, começaram a dar-se melhor até ficarem “amigos”.
Um dia, a avó de Beatriz telefonou-lhe a perguntar quando a ia visitar.
No fim-de-semana seguinte, Beatriz convidou Leonardo para ir com ela para uma aldeia de longe de onde viviam.
 Leonardo, como tinha mais dinheiro, era rico, começou a fazer uma cara feia, mas, passadas umas horas, ligou a Beatriz e aceitou o convite.
No dia seguinte, passou por casa dela para a ir buscar para seguirem caminho. Eles pararam para almoçar depois de várias horas. 
Chegaram a uma estrada fascinante com imensa vegetação de lado e o pôr-do-sol mesmo à frente dos seus olhos. 
Nessa mesma estrada, Leonardo, que tinha um problema cardiovascular, começou a ter um aperto tão grande no peito, que começou a despistar-se. Beatriz, assustada, travou o carro e apressou-se a ajudá-lo e, de seguida, ligou ao seu avô, que vivia a poucos quilómetros dali.
Fez-se noite e o avô de Beatriz ainda não tinha chegado.
Leonardo já estava melhor quando viu duas luzes ao fundo da estrada.
- Acho que o teu avô vem aí!
Ela olhou e suspirou de alívio.
Peço imensa desculpa, mas, quando a tua avó me disse onde vocês estavam, pensei que fosse outro caminho. Despachem-se, que já é tarde!
Leonardo já estava bem.
Jantaram e foram logo dormir.
No dia seguinte, Beatriz acordou, abriu a janela e viu Leonardo e o seu avô a ensiná-lo a montar.
Maria Espada, 8.º C


A visita ao Douro



Num fim de semana, eu e minha família decidimos ir fazer um passeio ao Douro. 
Como ia haver atividades desportivas no rio,  queríamos  praticar algumas, como canoagem, natação entre outras. Porém, só eu e a minha irmã é que quisemos ir. Os meus pais ficaram a observar-nos. 
Vestimos roupa adequada para os desportos e conseguimos concluir todas as atividades da manhã. 
Quando fomos  almoçar, já tínhamos mesa reservada. De seguida, esperámos acabar de fazer que a digestão e também descansámos um pouco. 
Depois desse período de tempo, regressámos às atividades. Foram giras! Fizemos novos conhecimentos, travámos novas amizades e descobrimos um pouco sobre a região e os seus costumes. 
Ao fim do dia, todos nós apreciámos o pôr-do-sol.
Quando estávamos a desperdirmo-nos dos novos amigos, estes convidaram-nos para um lanche. Fartámo-nos de comer e de rir à gargalhada com as anedotas que alguns nos contavam. 
 Já no carro, lá fomos nós por aquela estrada de terra batida. Olhei para trás e ainda se conseguia ver aquela paisagem linda do rio e da relva verde do campo. 
E assim se passou um dia cheio de recordações. 
Matilde Silva, 8.ºC

"Oddie"



  Olá! Eu sou o Odie, o melhor amigo do homem em quatro patas ... Neste caso, sou o mehor amigo do Rodrigo, o meu dono.
Estou agora no Monte-da-Terra-Preta, que é basicamente a nossa casa de férias, pois acho que ninguém vive aqui. Nós estamos no cimo de um monte alentejano, isolado da sociedade.
Não existe internet, não se ouve o barulho  das pessoas nem dos carros e o melhor de tudo, só temos “ quatro canais”.
Adoro este sítio! É o oposto de Lisboa, o que é ótimo para mim!
Posso andar sem trela, pois não há ácaros nem pessoas e caminhar na natureza é fantástico.
Agora, estamos a passear. Eu e o Rodrigo adoramos caminhar pela natureza e está um final de tarde ótimo para fazê-lo.
-   Uau! Este sítio é inacreditável ! 
Só de ver este “manto verde” que cobre o vale, fico logo com a cauda no ar, ainda mais com este pôr-do-sol lindo! Fica a imagem perfeita.
Há um lago com a água mais cristalina e limpa que já vi. Estamos mesmo quase a chegar ...
Gosto de tomar banho lá com o Rodrigo, visto que sou um ótimo nadador ...
-Odie! Anda cá, rapaz! Odiiiiiiee!...
Bem... Parece que o Rodrigo  está a chamar-me porque fiquei para trás a olhar para esta imagem magnífica. 
Tudo o que é bom acaba!
Está na hora de ir embora. Adeus !
Rodrigo Castro, 8.ºC

“O Chapéu de Ouro”

Sexta de manhã, a família Kasteap preparou as suas malas para ir de viagem.
 - Já têm as malas prontas?- perguntou a mãe.
 - Não, mãe! Já não cabe mais nada. O que é que eu vou fazer? - perguntou Alice, a filha mais nova.
 - Só vamos acampar três dias, por isso despacha-te! - afirmou o pai.
 Passadas algumas horas, saíram de casa. Partiram da Suécia até à Dinamarca para acampar.
 Passou uma hora, passaram duas, três …
 Já chegámos? Já chegámos? - perguntou Francisco, o filho mais velho.
 -Ainda não!
 -Estamos quase a chegar! - afirmou Maria, a mãe.
 -Chegámos! - disse o pai, passado algum tempo.
 -Agora, montem a tenda e vão brincar ou explorar o que quiserem, mas vão! - afirmou a mãe.
 Era uma aldeia como todas as outras, mas esta era particularmente bonita tinha árvores, arbustos, relva, flores…
 Montaram a tenda, arrumaram as coisas e foram passear pela floresta!
 Começou a anoitecer e eles tiveram de ir tomar banho e jantar. Quando acabaram a refeição, começaram a preparar a fogueira para assar “marshemellows”!
 - Filho, vamos buscar lenha para fazer uma fogueira! - disse o pai.
 - Ok, pai! Vamos!
 Quando voltaram, traziam um pequeno mapa com uma lenda!
 O que é que trazem aí? E porque é que demoraram tanto tempo? - perguntou Alice.
 -Descobrimos este mapa, que tem uma lenda, a lenda do chapéu de ouro!
 - E o que diz? - perguntou a mãe.
 - Diz que, antigamente, as pessoas, aqui, na Dinamarca, saiam sempre à rua com um chapéu na cabeça e que havia algumas pessoas ricas que usavam um chapéu de ouro.
 - Um dia, quando saíram à rua, um pássaro roubou-lhes dois chapéus e depois bla bla bla...bla...bla bla…- contou Duarte ao pai.
 E… e o que diz a seguir? - perguntou Maria.
 -Depois, parece que quem encontrar esta lenda e este chapéu deverá ganhar dois milhões de euros!
 - Então, amanhã, logo de manhã, vamos tentar encontrar esse chapéu ! - disse Alice.
 No dia seguinte, esta família, que tinha como apelido Kasteap, percorreu a floresta toda à procura do chapéu, mas sem sucesso.
 Foram as melhores férias que tiveram, pois encontrar uma lenda e ter de fazer uma “ caça ao tesouro” não é para qualquer família!


Sofia Castelão, 8.ºC

Perdida na floresta...


Estava a amanhecer e eu perdida na floresta. Já tinha passado por várias problemas e confusões, mas sempre os ultrapassara e ajudara as outras pessoas e criaturas que me apareciam. Estava a passar por um rio e, entretanto, apareceu um homem com um cão e perguntou-me: - O que andas a fazer a esta hora da manhã? Respondi-lhe que estava perdida e procurava um trilho com uma paisagem e verdura linda! O homem respondeu que sabia exatamente onde ficava, mas que precisávamos de passar por uma senhora que gostava muito de roubar e lançar desafios. Disse-me que tínhamos de ter cuidado e agradeci-lhe o apoio e ajuda que me estava a dar. Começámos a andar de um lado para outro e, finalmente, chegámos à casa de madeira onde vivia a tal senhora. Da janela, via-se ela a amassar o pão e a metê-lo num forno muito antigo. De repente, ela reparou em nós e veio cá fora. Eu e o homem olhámos um para o outro com cara de medo do que pudesse acontecer. A senhora perguntou-nos o que andávamos a fazer… Respondi: - Estou à procura de um trilho rodeado por uma paisagem cheia de verdura, que me levava a casa. Disse-me que podia ajudar e para não ter medo, pois a história de ser má era falsa; tinha sido inventada por um inimigo dela que fez com que as pessoas acreditassem e a deixassem sozinha. Para mostrar que o que disse era verdade, ajudou-me a chegar ao trilho! Eu e o homem partilhámos com todas as pessoas a verdadeira “história” do que realmente acontecera. Finalmente, eu tinha chegado ao trilho e todas as pessoas estavam bem… Despedi-me de todos e voltei para casa. Quando cheguei, vi que algo não estava a correr bem…


Ema Mendes Maciel